30 frases de Darcy Ribeiro para quem ama antropologia

Um dos antropólogos, sociólogos e escritores brasileiros mais famosos e influentes de todos os tempos, Darcy Ribeiro deixou um legado imenso para o país. Filiado ao Partido Democrático Trabalhista, ele ficou conhecido pelos seus estudos em relação aos indígenas e à educação no Brasil. Quer conhecer mais desse pensador tão importante? Então, leia essas frases de Darcy Ribeiro e compartilhe!

Frases de Darcy Ribeiro que vão fazer você mergulhar nos estudos sociais

O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.

O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.

Presente, passado e futuro? Tolice. Não existem. A vida é uma ponte interminável. Vai-se construindo e destruindo. O que vai ficando para trás com o passado é a morte. O que está vivo vai adiante.

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Urge preveni-los do muito que se poderia fazer, com apoio no saber científico, e do descalabro e pequenez do que se está fazendo.

Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras.

Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras.

A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista.

A coisa mais importante para os brasileiros é inventar o Brasil que nós queremos.

Coragem! Mais vale errar, se arrebentando, do que poupar-se para nada.

Coragem! Mais vale errar, se arrebentando, do que poupar-se para nada.

Às vezes se diz que nossa característica essencial é a cordialidade, que faria de nós um povo por excelência gentil e pacífico. Será assim? A feia verdade é que conflitos de toda a ordem dilaceraram a história brasileira, étnicos, sociais, econômicos, religiosos, raciais etc. O mais assinalável é que nunca são conflitos puros. Cada um se pinta com as cores dos outros.

Admito, com toda desfaçatez, que gosto demais de mim e que me acho admirável.

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De fato quando você faz aparentemente atitudes altruístas e generosas você faz também atitudes egoístas.

De fato quando você faz aparentemente atitudes altruístas e generosas você faz também atitudes egoístas.

A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.

Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.

Se nossos governantes não fizerem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construírem presídios.

Se nossos governantes não fizerem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construírem presídios.

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Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas

Trago Minas no peito. Minas me dói, demais, de ser como é. Dói tanto que morro de raiva. O diabo é que, quanto mais odeio, mais me comovo. Deve ser isso que me faz solene quando penso Minas. Mais ainda quando escrevo.

Somos um povo novo.

Somos um povo novo.

Mestrado é só para mostrar que o sujeito é alfabetizado, pois a metade dos que estão na universidade não sabem ler.

Ao meu redor, nessas Minas, floresce a loucura mansa. Raramente se manifesta com coragem de si, acremente. Também nunca se esconde de todo: disfarça.

Creio que nenhum livro se completa. O autor sempre pode continuar, por um tempo indefinido, como eu continuei com esse, ao alcance da mão, sem retomá‐lo. O que ocorre é que a gente se cansa do livro, apenas isto, e nesse momento o dá por concluído. Não tenho muita certeza, mas suspeito que comigo é assim.

Creio que nenhum livro se completa. O autor sempre pode continuar, por um tempo indefinido, como eu continuei com esse, ao alcance da mão, sem retomá‐lo. O que ocorre é que a gente se cansa do livro, apenas isto, e nesse momento o dá por concluído. Não tenho muita certeza, mas suspeito que comigo é assim.

Ultimamente a coisa se tornou mais complexa porque as instituições tradicionais estão perdendo todo o seu poder de controle e de doutrina. A escola não ensina, a igreja não catequiza, os partidos não politizam. O que opera é um monstruoso sistema de comunicação de massa, impondo padrões de consumo inatingíveis e desejos inalcançáveis, aprofundando mais a marginalidade dessas populações.

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Gilberto Freyre escreveu, de fato, a obra mais importante da cultura brasileira.

Essa nossa singularidade esteve mil vezes ameaçada, mas afortunadamente conseguiu consolidar-se. Inclusive quando a Europa derramou multidões de imigrantes que acolhemos e até o grande número de orientais que aqui se instalaram. Todos, ou quase todos, foram assimilados ou abrasileirados.

Essa nossa singularidade esteve mil vezes ameaçada, mas afortunadamente conseguiu consolidar-se. Inclusive quando a Europa derramou multidões de imigrantes que acolhemos e até o grande número de orientais que aqui se instalaram. Todos, ou quase todos, foram assimilados ou abrasileirados.

Era a humanidade mesma que entrava noutra instância de sua existência, na qual se extinguiriam milhares de povos, com suas línguas e culturas próprias e singulares, para dar nascimento às macroetnias maiores e mais abrangentes que jamais se viu.

Nas décadas do achamento, descoberta ou invasão do Brasil, surgiram descrições cada vez mais minuciosas das novas terras. Assim, elas iam sendo apropriadas pelo invasor também pelo conhecimento de seus rios e matas, povos, bichos e duendes.

Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.

Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.

Viva aceso, olhando e conhecendo o mundo que o rodeia, aprendendo como um índio... Seja uma índio na sabedoria.

Um é a tolerância soberba e orgulhosa dos que se sabem diferentes e assim querem permanecer. Outro é a tolerância opressiva, de quem quer conviver reinando sobre os corpos e as almas dos cativos, índios e pretos, que só podem conceber como os que deverão ser, amanhã, seus equivalentes, porque toda a diferença lhe é intolerável.

Aqui, nenhuma terra se desperdiça com o povo que se ia gerando. De toda ela se apropria a classe dominante, menos para uso, porque é demasiada demais, mas a fim de obrigar os gentios subjugados a trabalhar em terra alheia. Nenhuma liberdade se consente, também, porque se trata com hereges a catequizar, livrando‐os da perdição eterna.

Aqui, nenhuma terra se desperdiça com o povo que se ia gerando. De toda ela se apropria a classe dominante, menos para uso, porque é demasiada demais, mas a fim de obrigar os gentios subjugados a trabalhar em terra alheia. Nenhuma liberdade se consente, também, porque se trata com hereges a catequizar, livrando‐os da perdição eterna.

Quem somos nós? Existimos, para quê? Por quê? Para nada?

Nós temos uma das elites mais opulentas, antissociais e conservadoras do mundo.

É sempre bom conhecer mais pensadores que escreveram sobre o Brasil, não é mesmo? Continue se aprofundando no tema com essas frases de Lélia Gonzalez.


 

Escrevo textos, leio uns livros e conto tudo para as minhas gatas. Formada em jornalismo pela UEL.

 

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