30 frases de Virginia Woolf para se aprofundar na literatura inglesa

Uma revolução no mundo literário, Virginia Woolf ficou conhecida pela sua escrita poética e com fortes críticas sociais. Com nove romances publicados e trinta livros de outros gêneros, ela é fonte de estudos e inspiração para diversas pessoas. A seguir, separamos as melhores frases de Virginia Woolf para você conferir e compartilhar com os contatos que também amam literatura!

30 frases de Virginia Woolf para quem é fã de uma literatura poética e cheia de reflexões

Quanto mais se envelhece, mais se gosta de indecência.

Terá o dedo da morte de pousar de vez em quando no tumulto da vida para evitar que ele nos despedace? Tal será a nossa condição que devamos receber, diariamente, a morte, em pequenas doses, para podermos prosseguir na empresa da vida?

Pois tem razão o filósofo ao dizer que entre a felicidade e a melancolia não medeia espessura maior que a de uma lâmina de faca.

Pensamento e vida são como pólos opostos.

A verdade é que eu sempre gosto das mulheres. Gosto da falta de convencionalismo delas. Gosto da integridade delas. Gosto do anonimato delas.

Tranque as bibliotecas, se quiser; mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com os quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento.

Será que fui feliz demais para o bem de minha alma? E será que parte do meu descontentamento vem deste sentimento?

Tinha uma sensação permanente, olhando os táxis, de estar longe, longe, bem longe no mar e sozinha; sempre era invadida por essa sensação de que era muito, muito perigoso viver, ainda que por um dia.

A nossa vida é uma incerteza. Um cego que revoluteia no vazio em busca de um mundo melhor cuja existência é apenas uma suposição.

É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade.

Eu te vejo em todos os lugares, nas estrelas, nos rios. Para mim, você é tudo que existe, a realidade de tudo.

Somos nauseados só de olhar para personalidades triviais decompondo-se na eternidade da tinta do jornal.

Esta alma, ou a vida que há dentro de nós, não combina absolutamente com a vida fora de nós.

Assim que começamos a discursar, a agir com afetação, a ditar leis, nós perecemos. Vivemos, então, para os outros, não para nós mesmos.

Todavia, o sol estava quente. Todavia, a gente acaba superando tudo. Todavia, sempre na vida um dia vem depois do outro.

A morte era um desafio. A morte era uma tentativa de comunicar; as pessoas sentindo a impossibilidade de alcançar o centro que, misticamente, se esquivava; a proximidade apartava; o arrebatamento se esvaía; a gente ficava só. Havia um abraço na morte.

Você não encontra paz, evitando a vida.

Tal como em um dia de verão, as ondas se formam, se desequilibram e arrebentam; se formam e arrebentam; e o mundo todo parece estar dizendo ‘isso é tudo’, de modo cada vez mais grave, até que mesmo o coração pulsando no corpo estendido na praia sob o sol também diz: isso é tudo.

A beleza do mundo, que é cedo demais para perecer, possui dois extremos, um da alegria, outro da angústia, rachando o coração.

No ócio, nos sonhos, emerge por vezes essa verdade que estava submersa.

Eu me faço e desfaço continuamente. Pessoas diferentes tiram diferentes frases de mim.

Cada um tem o seu passado fechado em si, tal como um livro que se conhece de cor, livro do qual os amigos só podem ler o título.

Os olhos dos outros são prisões; seus pensamentos nossas celas.

Mas não, Septimus não se mataria; e ela não podia falar com ninguém. “Septimus tem trabalhado em demasia” – era a única coisa que podia dizer, à sua própria mãe. O amor torna a gente solitária, pensou.

Não precisa ter pressa. Não há necessidade de brilhar. Não precisa ser ninguém além de si mesmo.

Não são as catástrofes, assassinatos, mortes, doenças, que nos envelhecem e nos matam; é a forma como as pessoas olham e riem, e apressam os passos para os ônibus.

Agora vou embrulhar minha angústia dentro do meu lenço. Vou amassá-la numa bola apertada.

Terça-feira, vem depois da segunda; quarta após a terça. Cada dia espalha a mesma ondulação. O ser vai crescendo em anéis, como uma árvore, há folhas caindo.

A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata.

Este é um privilégio da solidão: pode a gente fazer o que bem nos parece. Pode-se até chorar, se ninguém está olhando.

Um marco na literatura e no movimento feminista, Virginia Woolf continua encantando leitores de todo o mundo. Aproveite para conhecer mais de uma referência literária com essas frases de Clarice Lispector.


Frases selecionadas por Mariana Sanches.

Gostou dessas frases? Compartilhe!