30 frases de João Cabral de Melo Neto para quem ama literatura nacional

Também conhecido como “poeta engenheiro”, João Cabral de Melo Neto foi um dos escritores mais famosos da terceira geração do Modernismo no Brasil. Com poemas marcantes sobre a sociedade brasileira da época, ele se consagrou com o livro “Morte e Vida Severina” e encanta leitores até hoje. Leia essas frases de João Cabral de Melo Neto e conheça mais dessa figura lendária nordestina!

Frases de João Cabral de Melo Neto para se deliciar com a sua poesia

Mesmo sem querer fala em verso, quem fala a partir da emoção.

Mesmo sem querer fala em verso, quem fala a partir da emoção.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas... Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

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Eu me refugio nesta praia pura onde nada existe em que a noite pouse.

Sem que se faça um presente não pode haver um futuro.

Sem que se faça um presente não pode haver um futuro.

Não há guarda-chuva contra o poema.

Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos.

Escrever é estar no extremo de si mesmo.

Escrever é estar no extremo de si mesmo.

Tu és a antecipação do último filme que assistirei.

Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro, dentro das quais, como em jaula, se ouve palpitar um bicho.

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Desde que estou retirando, só a morte vejo ativa, só a morte deparei e às vezes até festiva.

Desde que estou retirando, só a morte vejo ativa, só a morte deparei e às vezes até festiva.

Se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina.

Carlos, há uma máquina que nunca escreve cartas. Há uma garrafa de tinta que nunca bebeu álcool.

A vida não se resolve com palavras.

A vida não se resolve com palavras.

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O rio ora lembrava a língua mansa de um cão, ora o ventre triste de um cão.

O que vive não entorpece.

Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto.

Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto.

Educação pela pedra... Lá não se aprende a pedra: lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma.

Catar feijão se limita com escrever: jogam-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel.

Fazer o que seja é inútil. Não fazer nada é inútil. Mas entre fazer e não fazer mais vale o inútil fazer.

Fazer o que seja é inútil. Não fazer nada é inútil. Mas entre fazer e não fazer mais vale o inútil fazer.

Aquele rio jamais se abre aos peixes, ao brilho, à inquietação de faca que há nos peixes.

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Essa cova em que estás, com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida.

Quem me dirá que esse oceano não nos é comum?

Quem me dirá que esse oceano não nos é comum?

Desordem na alma que se atropela sob esta carne que transparece... Procura a ordem desse silêncio que imóvel fala.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?

Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?

Falo somente com o que falo: com as mesmas vinte palavras girando ao redor do sol.

Esta folha branca me proscreve o sonho, me incita ao verso nítido e preciso.

Saio de meu poema como quem lava as mãos.

Saio de meu poema como quem lava as mãos.

Tua roupa melhor será de terra e não de fazenda: não se rasga nem se remenda.

A um rio sempre espera um mais vasto e ancho mar.

A um rio sempre espera um mais vasto e ancho mar.

O Modernismo brasileiro é extremamente rico e é estudado e adorado até hoje! Se você é apaixonado por esse período da histórica nacional, então confira também essas frases de Carlos Drummond de Andrade simplesmente incríveis.


 

Escrevo textos, leio uns livros e conto tudo para as minhas gatas.

 

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