20 frases de Ana Cristina Cesar para mergulhar no mundo da poeta

Enigmática, Ana Cristina Cesar foi uma tradutora e poeta da geração mimeógrafo. Fã de escritoras como Sylvia Plath e Emily Dickinson, ela foi apresentada ao mundo da literatura ainda muito jovem. Seus poemas continuam encantando leitores e são temas de trabalhos e livros acadêmicos. Conheça mais desse grande nome da poesia marginal com essas frases de Ana Cristina Cesar!

Frases de Ana Cristina Cesar para conhecer mais sobre essa escritora intensa

Apaixonada, saquei minha arma, minha alma, minha calma, só você não sacou nada.

Apaixonada, saquei minha arma, minha alma, minha calma, só você não sacou nada.

As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios.

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Acreditei que se amasse de novo esqueceria outros pelo menos três ou quatro rostos que amei... no entanto flanco aberto não esqueço e amo em ti os outros rostos.

Te apresento a mulher mais discreta do mundo: essa que não tem nenhum segredo.

Te apresento a mulher mais discreta do mundo: essa que não tem nenhum segredo.

Eu queria até mesmo saber ver, e num movimento redondo como as ondas que me circundavam, invisíveis, abraçar com as retinas cada pedacinho de matéria viva.

Eu morro e remorro na vida que passa. Eu ouço teus passos. Compasso infernal. Nasci para a vida. De morte vivi, mas tudo se acaba. Silêncio. Morri.

Pergunto aqui se sou louca. Quem quer saberá dizer. Pergunto mais, se sou sã e ainda mais, se sou eu.

Pergunto aqui se sou louca. Quem quer saberá dizer. Pergunto mais, se sou sã e ainda mais, se sou eu.

Por enquanto ainda não tem cortina, tapete, luz indireta amenizando a noite, quadro nas paredes... E ele e os outros me veem. Quem escolheu.

Vamos fazer uma coisa: escreva cartas doces e azedas... Linhas cruzando: as mulheres gostam de provocação saboreando o privilégio.

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O que faço aqui no campo declamando aos metros versos longos e sentidos?

O que faço aqui no campo declamando aos metros versos longos e sentidos?

Também eu saio à revelia e procuro uma síntese nas demoras, cato obsessões com fria têmpera e digo do coração: não soube e digo da palavra: não digo (não posso ainda acreditar na vida) e demito o verso como quem acena e vivo como quem despede a raiva de ter visto.

É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço.

Eu queria apanhar uma braçada do infinito em luz que a mim se misturava.

Eu queria apanhar uma braçada do infinito em luz que a mim se misturava.

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Quisera dividir o corpo em heterônimos – medito aqui no chão, imóvel tóxico do tempo.

Por afrontamento do desejo insisto na maldade de escrever mas não sei se a deusa sobe à superfície ou apenas me castiga com seus uivos.

Tenho ciúmes deste cigarro que você fuma tão distraidamente.

Tenho ciúmes deste cigarro que você fuma tão distraidamente.

Olho muito tempo o corpo de um poema até perder de vista o que não seja corpo e sentir separado dentre os dentes um filete de sangue nas gengivas.

Não é mentira, é outra a dor que dói em mim. É um projeto de passeio em círculo, um malogro do objeto em foco. A intensidade de luz, de tarde, no jardim, é outra, outra a dor que dói.

Te apresento a mulher mais discreta do mundo: essa que não tem nenhum segredo.

Desdenho os teus passos. Retórica triste: sorrio na alma. De ti nada existe.

Desdenho os teus passos. Retórica triste: sorrio na alma. De ti nada existe.

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Conhecer mais sobre a poesia nacional é uma ótima maneira para se aprofundar na cultura do país. Para isso, a dica é ler essas frases de Ana Martins Marques e se surpreender com o estilo dessa poetisa!


 

Escrevo textos, leio uns livros e conto tudo para as minhas gatas. Formada em jornalismo pela UEL.

 

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